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Minas é o segundo estado com mais startups no Brasil
25/11/2021 11:52 em Tecnologia

Em Minas são pelo menos 966 startups em solo mineiro, sendo que 50% delas surgiram nos últimos cinco anos, segundo dados do Sistema Mineiro de Inovação (Simi). Cinco delas estão na etapa final do programa Capital Empreendedor, que acontece nesta quarta-feira (24) e prossegue na quinta, em São Paulo. O programa é uma iniciativa do Sebrae Nacional para unir empreendedores com investidores.

Na última rodada do programa, as mineiras Juntus, CheckBits, Dunning, GTI Plug e Na Lupa Design têm como objetivo se apresentar para investidores anjos, aceleradoras, plataformas de crowdfunding de investimentos e fundos de investimentos na busca por aportes para crescer. “Estamos numa rodada de R$ 600 mil que seria nosso primeiro aporte, que vai ser utilizado para crescimento de 90% do time de tecnologia e vendas e 10% para marketing”, conta Roberto Salomão, CEO da Juntus,.

Segundo o levantamento Distrito Minas Tech, Minas Gerais é o segundo estado com mais startups no Brasil, atrás apenas de São Paulo. A estrutura do Estado para fomento das startups é grande: são 25 incubadoras de empresas de base tecnológica associadas à Rede Mineira de Inovação (RMI) e cerca de 159 empresas em incubadoras em território mineiro. Além disso, Minas ocupa o segundo lugar no ranking regional de registro de patentes contabilizado pelo Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual).

Para Marco Crocco, CEO do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec), a grande concentração de universidades no Estado favorece o ambiente para o desenvolvimento das startups. “Cerca de 25% das universidades federais do país estão no Estado. Se juntarmos com as universidades privadas, os campus da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e as escolas agrícolas, são quase 300 espaços onde se produz conhecimento e mão de obra qualificada”, diz.

Retenção

O problema, para ele, no entanto, é manter essa mão de obra em solo mineiro. “Minas é um dos Estados com mais matrículas nas engenharias e tecnologias, mas também é o que mais exporta cérebro. Portanto, o ecossistema é consolidado, não falta nenhum ator, temos boas aceleradoras, incubadoras, parques tecnológicos, um conjunto significativo de startups. O que Minas Gerais precisa é articular isso tudo e, mais que isso, uma política permanente de articulação a longo prazo que ultrapasse administrações”, afirma.

O subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) de Minas Gerais, Felipe Attiê, admite que o Estado tem um problema de formação e aposta na expansão de polos tecnológicos no interior. “Não é questão de reter porque não conseguimos competir com mercados externos. Nós temos que aumentar a produção da mão de obra”, diz. Segundo ele, umas das saídas é interiorizar. “A tecnologia é um ativo muito fácil de ser interiorizado porque pode se trabalhar à distância”, relata. Attiê disse que está empenhado em conseguir, junto à UFMG, a criação do curso de engenharia da computação. “Também estamos criando o programa TechPop, em Minas, de tecnologia popular para investir, principalmente, em ensino gratuito de programação e matemática”, defende.

 

Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/

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